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terça-feira, 17 de abril de 2012

Classe C está inserida nas igrejas evangélicas e causa impacto

A Classe C expandiu-se no Brasil em 2011. Com 54% da população, segundo pesquisa do Cetelem, a camada social recebeu 2,7 milhões de brasileiros em 2011, vindos da classe DE.

Hoje, 103 milhões de pessoas fazem parte dessa classe social. O crescimento deste público também tem impacto nas igrejas evangélicas.

O país vive um bom momento econômico com o aumento da oferta de empregos e a política de concessão facilitada de crédito aos trabalhadores. Edgard Menezes, economista e colunista da Consumidor Cristão, diz que a ascensão foi da população que pertencia a classe D, devido o aumento do poder aquisitivo. Isso resultou na expansão da classe C.

Edgar lembra que as classes C e D, quando praticantes religiosos, são ou pelo menos eram, predominantemente católicos. Tradicionalmente a igreja católica sempre atuou em áreas de comunidades menos favorecidas como as periferias. Já as igrejas evangélicas sempre atuaram no entorno geográfico que abraçava os centros das grandes cidades, onde moram e trabalham os integrantes da chamada classe média. "O público da igreja evangélica sempre foi a população mais esclarecida, de melhor poder aquisitivo".

Professor Menezes afirma não poder avaliar o impacto que essa nova maioria social poderá causar na igreja evangélica, mas lembra que pode ocorrer uma mudança no comportamento do cristão e também nas igrejas. "Os fieis passariam fazer a que todos estão fazendo, como aumentar o consumo de bens e serviços como TV, Móveis, Financiamento da casa própria, Geladeira, Lazer, Vestuário, Tratamento médico e muitos outros. Já a igreja podem ter um aumento maior na arrecadação do dízimo, em especial nas igrejas pentecostais da linha da prosperidade".

O aumento na arrecadação seria uma forma de agradecimento pelas bênçãos recebidas, mas infelizmente o aumento da renda não leva mais pessoas às igrejas e sim as crises, de acordo com Edgar.

MERCADO

Atentar-se com as exigências dos novos consumidores da classe C é um mandamento ao mercado, principalmente ao mercado cristão. Edgar sugere que o empresariado amplie o leque de produtos oferecidos, além dos Cds, Dvds, livros e bíblias. De acordo com Edgar é preciso tomar cuidado para não pensarmos que todos estão ricos. "Mesmo com o crédito no mercado, a dívida vai existir. Mas a classe está empregada e tem condições de pagar. O empresário pode abrir uma loja de roupas sem fazer referências direta ao evangelho, mas trabalhar com ética e princípios cristãos. Quer pessoa melhor que o evangélico para ter ética nos negócios?”.

Edgar Menezes prevê com otimismo um engrossamento da classe B para daqui um período médio de tempo. Será o fenômeno semelhante ao que acontece nesse momento com a classe C, uma guinada dos que hoje estão na camada social mais baixa para o topo da pirâmide. Resultado que fará do país mais forte economicamente e com menos desigualdade e miséria, mas não extinto desses males que rondam as classe D e E.

Fonte: Folha Gospel

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