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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Israel vai à lua

Em 2007 foi anunciado o desafio “Google Lunar X Prize”, cujas regras são bastante simples: a primeira equipe participante que conseguir aterrizar um robô na lua ganha 20 milhões de dólares. O robô deve ser capaz de viajar pelo menos 500 metros na superfície da lua, e enviar fotos e video de alta qualidade para a Terra. Simples.
Yariv Bash formou em 2010 a equipe SpaceIL, juntamente com seus amigos Kfir Damari and Yonatan Weintraub. Os três são jovens engenheiros que resolveram sonhar grande, e fazer Israel entrar em um seleto grupo de países. Apenas os Estados Unidos, Rússia e China conseguiram aterrizar espaçonaves na lua, e o fizeram usando suas agências espaciais. A pequena SpaceIL (pronuncia-se Space Eye Ell, em inglês) pretende fazê-lo com uma estrutura muito menor e mais barata.
A SpaceIL é uma ONG, cujo objetivo principal é estimular a ciência e o ensino de ciência e tecnologia para jovens. Essa é uma visão inteligente, pois independentemente do sucesso da missão espacial, eles serão bem-sucedidos. Isto obviamente não quer dizer que eles não almejam de verdade chegar à lua, pois vejamos. Vinte e cinco pessoas trabalham em período integral, e cerca de 250 voluntários participam nas mais diversas atividades. Eles recebem apoio da agência espacial israelense, da indústria aeronáutica, das indústrias de segurança Rafael e Elbit Systems, e de quase todas as universidades israelenses. O orçamento total do projeto é de 36 milhões de dólares, desses 16 milhões já foram doados pelo bilionário americano Sheldon Adelson, amigão do nosso primeiro-ministro.
Até hoje 70 mil crianças e jovens de israel já participaram das atividades educativas da SpaceIL. A ONG espera criar um “Efeito Apollo”, empolgando os jovens com a perspectiva de que eles também podem participar de projetos ambiciosos nos campos da ciência e tecnologia, e aumentando o número de alunos do Ensino Médio que escolherão estudar Engenharia, Matemática e Ciências. Hoje em dia apenas 9% dos alunos israelenses tem a avaliação “excelente” em matemática na prova PISA, comparados com a média de 12% dos países da OECD. Em ciências o índice é de 6%, e o da OECD é de 8%. Israel precisa melhorar bastante para suprir a grande demanda de profissões relacionadas a ciência e tecnologia na indústria aeronáutica, no exército, na indústria de segurança, e claro, para seguir despontando em hi-tech e nos permitir dizer de peito estufado que somos uma “Startup Nation”.
A data limite para se ganhar o “Google Lunar X Prize” é Dezembro de 2015, e a equipe do SpaceIL tem fortes adversários. São no total 18 equipes participantes, talvez a mais séria delas (depois do SpaceIL, obviamente) é a Astrobotic Tech, fundada por um professor de robótica da prestigiosa universidade Carnegie Mellon, de Pittsburgh, EUA. Eles já agendaram seu lançamento para Outubro de 2015, a bordo do foguete Falcon 9, da bem-sucedida empresa espacial SpaceX, de Tony Stark, quer dizer, Elon Musk. A espaçonave israelense, chamada Sparrow, chegará ao espaço tomando carona em algum foguete da Agência Espacial israelense, em data a ser definida ao longo de 2015. Sparrow é a menor espaçonave participando da competição, tendo o tamanho de uma lavadoura de louças, e pesando menos de 140 kg. A SpaceIL quer mostrar que é possível explorar o espaço usando-se equipamentos bem menores e mais baratos do que hoje.
Agora chegou a sua vez de ajudar a SpaceIL. No dia 13 de Maio foi lançada uma campanha de arrecadação no site Indiegogo. O objetivo é 240 mil dólares, um dólar para cada milha até a lua. O lema da campanha (e da organização) é a famosa frase de Ben-Gurion: “Em Israel, para uma pessoa poder ser realista, ela deve acreditar em milagres”. Não acredito que os seus 18 dólares são o que está faltando para o projeto, mas é importante ajudar, pelo menos para se poder dizer que “eu ajudei Israel a chegar à lua”. No pior dos casos Israel terá uma nova geração de jovens empolgados com ciência e tecnologia, o que não é nada mau.
Nada mau mesmo…
Fonte: Conexão Israel


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Gasto de brasileiro no exterior contribui para rombo nas contas externas

O deficit do Brasil em contas correntes aumentou e bateu recorde para os meses de abril, chegando a US$ 8,3 bilhões, informou o Banco Central.
O valor ficou acima dos US$ 7,8 bilhões projetados pelo BC. Segundo a instituição, o resultado foi maior devido aos gastos de brasileiros no exterior e também ao aumento da remessa de lucros e dividendos.
No acumulado do ano, o deficit de US$ 33,5 bilhões também é recorde e supera os US$ 32,9 bilhões do mesmo período de 2013. Para o ano, a previsão do BC é de queda, de US$ 81 bilhões em 2013 para US$ 80 bilhões em 2014.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, afirmou que, como proporção do PIB, o deficit segue estável em torno de 3,6% desde agosto –e a tendência é que isso se mantenha até o fim do ano.
Para maio, a projeção é um deficit de US$ 6 bilhões. "Há alguma reação de balança, e os dados parciais mostram uma evolução mais moderada de despesas, como viagens", afirmou Maciel.
GASTOS NO EXTERIOR
Os brasileiros gastaram US$ 2,34 bilhões no exterior em abril, valor recorde da série histórica iniciada em 1947 pelo Banco Central.
O resultado foi atribuído pelo BC principalmente ao comportamento do câmbio. Maciel disse que o número está fora do padrão observado no primeiro trimestre, período em que essas despesas estavam desacelerando.
Segundo ele, ainda não é possível avaliar se o resultado é algo pontual ou o início de uma tendência.
"Tivemos uma valorização em março e abril que pode estar repercutindo nisso", afirmou. "O câmbio contribui para esse resultado na margem, mas viajar para fora continua mais caro do que no mesmo período do ano passado."
O dado parcial de maio até dia 21 (US$ 1,43 bilhão em despesas) mostra nova desaceleração. Maciel disse, entretanto, que é necessário esperar os dados fechados para saber se o comportamento de abril não irá se repetir.
No acumulado do ano, as despesas com viagens ao exterior somam US$ 8,22 bilhões, ante US$ 8,08 bilhões no mesmo período de 2013.
INVESTIMENTOS
Para o BC, o financiamento das contas externas evolui favoravelmente. Foram US$ 5,2 bilhões em IED (Investimentos Estrangeiros Diretos) em abril e a previsão para maio é de mais US$ 5 bilhões.
"Seguimos financiando cerca de 80% com IED. E a segunda fonte em termos de relevância, os empréstimos e captações, estão bastante favoráveis."
Nos dados parciais para maio, foi destaque o investimento estrangeiro de US$ 6,7 bilhões em ações.
Segundo o BC, o número reflete, principalmente, o registro contábil feito por uma empresa de telecomunicações estrangeira que transferiu sua sede para o Brasil. 
Fonte: Folha.com


Tentação

O nome Manfred Von Richthofen talvez não nos lembre muita coisa, mas seu apelido é conhecido: o Barão Vermelho. Era a cor do Fokker com o qual voava e derrubava aviões, mais do que qualquer outro, na Primeira Guerra Mundial - até onde se sabe, pelo menos 80.

No dia 21 de Abril de 1918, o Barão Vermelho começou a perseguir um avião Canadense que tentava escapar. Na perseguição, acabou entrando atrás das linhas inimigas, mergulhando a uma altitude muito baixa. Não percebeu também outro avião canadense que vinha por trás, auxiliando o amigo. Não se sabe se foi um tiro vindo da terra ou do avião perseguidor que, naquele dia, derrubou o Barão. O que sabemos é que ele acabou morto por cometer o erro de ir longe demais, por tempo temais e baixo demais dentro do território inimigo

Pode não seria diário, mas é frequente. Em muitos momentos, somos barões vermelhos, voando atrás de tentações por muito tempo, muito longe e muito baixo, adentrando a linha inimiga. Esquecemos que não somos invencíveis como gostaríamos de ser. E, quando nos damos conta, estamos prontos para sermos abatidos pelo inimigo.

Nessas horas, existe um lugar aonde ir. Ou melhor, voltar:  junto daquele aonde o Filho de Deus foi – a cruz. Ele foi tão longe, aonde ninguém mais conseguiria ir, porque queria nos trazer para perto. E porque sabia que iria abater o inimigo em sua própria linha.

Ele não apenas nos trouxe para perto, mas deu também a certeza de que podemos voar com Ele para onde formos, pelo tempo que for preciso, na altura em que estivermos. Principalmente, para não nos entregarmos facilmente, e não perdermos de vista os limites das nossas fraquezas frente às tentações. Ele é invencível. Nós, não.

E, ainda, para nos dar a segurança de que, quando formos abatidos,– e isto vai acontecer, somos frágeis -,  não precisamos nos desesperar.

Pois, ao contrário do Barão, não será em definitivo. Ele sempre pode nos fazer voltar a voar.




Frase:

Gastamos tempo tentando encontrar explicação e propósito para tudo, enquanto Deus, em boa parte das vezes, age de maneiras que não conseguimos explicar.




P. Lucas André Albrecht

Fonte: Toque de Vida