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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Bíblia transforma a vida de meninos de rua na Etiópia

A Bíblia tem sido usada para transformar as vidas de milhares de meninos resgatados das ruas na Etiópia.
O ministério “Farol para Meninos” (livre tradução) ajudou cerca de seis mil crianças desde que foi aberto, há 13 anos. Eles recebem doação de Bíblias em livros e em áudio. Então, juntamente com alimento, abrigo e treinamento eles também começaram a ouvir, ler e a estudar a Bíblia, o que tem transformado centenas de vidas, de acordo com o diretor da casa.

Fiéis de uma igreja inglesa ouviram recentemente sobre a história de um menino ajudado pelo Ministério, que diz que sua vida foi totalmente mudada pela Bíblia, que foi apresentada neste ano a ele pela Escola Bíblica Dominical através do recurso pack – um conjunto de recursos destinados a incentivar as igrejas a pensar sobre como a Bíblia pode transformar as pessoas hoje e mudar vidas e nações.

Tesfaye, 17, foi eletrocutado depois de dormir em uma sub estação de energia elétrica para tentar manter-se aquecido. Ele foi levado ao hospital após de ter sido encontrado deitado ao lado da estrada. Ele estava tão queimado que precisou ficar internado por seis meses, até ser levado para a Casa Farol, onde ele começou a ouvir a Bíblia.

Tesfaye disse: “A pior coisa de se viver na rua é que as pessoas nos machucam. É úmido e frio. É muito difícil viver nas ruas. Minha vida mudou totalmente aqui. Deus tem um plano para mim. Estou confiando nele agora. Eu não sei o que vai acontecer comigo, mas eu acredito que Deus tem um plano”, comemora.

O diretor da Casa do Farol, Kashun Tesfaye, disse: “Há muitos problemas para os meninos que vivem nas ruas. Se o tempo estiver frio por aqui eles bebem até óleo de carros para se aquecerem. Eles passam fome. Eles comem lixo. Eles não utilizam ou bebem água limpa. A Bíblia dá a essas jovens esperanças para o futuro. Creio porque a Bíblia dá esperança a todas as pessoas. As crianças são capazes de entender a palavra de Deus e obter a esperança em Deus”, finaliza.


Fonte: O Verbo

O holocausto e a fundação de Israel

Terminada a Segunda Guerra Mundial, os povos contemplaram estarrecidos a libertação, pelos Aliados, dos campos de extermínio da Alemanha Nazista, onde foram mortos 6 milhões de judeus.


O “Mundo Livre”, liderado pelos EUA, sentiu-se em “dívida moral” para com os judeus, o que fortaleceu o sionismo. Além disso, milhares de judeus deslocados de suas pátrias de origem, acalentavam um grande sonho: morar no seu próprio país.

Em 29 de novembro de 1947, a Assembléia Geral da ONU decidiu a “Partilha da Palestina”: um Estado Judeu (Israel), um Estado Palestino e Jerusalém - cidade 3 vezes santa - que seria internacionalizada sob o comando da ONU. Jerusalém é considerada sagrada pelos judeus, palestinos e cristãos.

Os judeus imediatamente aceitaram a proposta, enquanto os árabes, por seu turno, não. Em maio de 1948, quando os britânicos evacuaram a Palestina e era fundado o Estado de Israel, as nações árabes, lideradas pelo Egito e pela Jordânia, atacaram o recém-nascido país. Ninguém apostava na sobrevivência de Israel, principalmente porque seu sistema de defesa estava ainda em fase de organização.

Para a surpresa mundial, os sionistas venceram a chamada “Guerra de Independência”. Durante ela, muitos árabes palestinos saíram ou foram expulsos de Israel, originando o até hoje complicado “problema dos refugiados palestinos”, que, em 1964, criaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) - organização multipartidária - então destinada a combater Israel.

Em 1956, Israel temendo o novo líder egípcio Gamal Abdel Nasser, alia-se aos ingleses e franceses para atacar o governo do Cairo, que nacionalizara o Canal de Suez, de propriedade de um consórcio anglo-francês.

Apesar de vitoriosos, os israelenses e as duas nações européias saíram do Egito sob pressão internacional. Nascia um herói para as massas árabes: Nasser.

Nasser usava uma retórica agressiva contra Israel, anunciando que iria “expulsá-los para o mar”. Os judeus, temendo uma agressão, realizariam um ataque em 05 de junho de 1967, a chamada “Guerra dos Seis Dias”, conquistando Jerusalém Oriental, ocupando a Cisjordânia, o Planalto de Golan, que pertencia à Síria, e o Deserto do Sinai e a Faixa de Gaza, até então pertencentes ao Egito.

Fonte: Tenda Árabe

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ex muçulmana deseja que islã adote valores cristãos

A escritora Ayaan Hirsi Ali, ex-muçulmana defende que os islâmicos se convertam ao Cristianismo para que o extremismo religioso possa ser contido.


Em entrevista à revista Carta Capital, a somali Ayaan relatou que viu seus valores islâmicos sofrerem uma reviravolta, depois que passou a morar na Holanda, fugindo de um casamento arranjado pelo pai. Inicialmente viveu como refugiada e depois se tornou cidadã, passando nesse tempo de militante de uma Irmandade Muçulmana a agnóstica.

No país europeu, produziu o curta Submissão, em 2004, em que uma muçulmana aparece vestida com uma burca parcialmente transparente, enquanto reza e critica o Islã. O vídeo provocou a ira dos Muçulmanos e resultou no assassinato de Theo van Gogh, diretor holandês do filme, por um extremista religioso.

Hoje escritora e autora do Best seller “Infiel”, onde conta suas memórias, Ayaan passou a ser alvo de extremistas religiosos e vive sob escolta nos EUA. Seu mais novo livro, “Nômade”, discorre sobre os perigos do Islã e como o Cristianismo pode ser usado para conter os extremistas.

De acordo com Ayaan, o Cristianismo oferece melhores valores que o Islã.

“Olho a cultura islâmica e a cristã e vejo que a cristã passou por um longo período de esclarecimento. As pessoas aceitaram a separação entre a religião, Estado e assuntos de sexualidade, embora isso não se aplique a todos os cristãos. (…) Neste sentido, creio que essa nova cultura cristã, que passou por uma reforma e esclarecimento, é superior à cultura islâmica, isenta desse processo”, disse a escritora na entrevista à publicação.

Ela esclarece que no Ocidente a Igreja não é a legisladora, pois a lei é feita de forma independente no Parlamento e no Congresso. “Isso é um grande progresso em termos de humanidade se compararmos o Cristianismo ao Islamismo, um progresso que os Muçulmanos ainda não enfrentaram por completo”.

Ayaan sugere ainda que o Islã se reconcilie com a modernidade, e sugere que aprenda com a história do Cristianismo. “Os líderes islâmicos têm que reconhecer a liberdade dos membros das comunidades. (…) No Cristianismo, o indivíduo possui direitos e a liberdade para formar sua livre associação, sua própria comunidade. Nasci Muçulmana e decidi não ser Muçulmana, deveria ser decaptada por isso? é o que pensam os radicais Muçulmanos. Você não pode deixar a fé? Isso é errado”, argumenta.

Segundo a escritora, a maioria dos Muçulmanos diz não gostar do pensamento radical, mas também não quer ser vista como ocidentalizada, o que seria considerado uma traição aos valores islâmicos.

“Tento dizer que há outras opções disponíveis sem rótulos ocidentais. Muitos Muçulmanos com quem encontro e converso, por exemplo, são atraídos pela ideia de libertar mulheres, mas crêem que isso seria trair o Alcorão e o profeta Maomé. Digo que é correto trair os seus ensinamentos por um bem maior: a liberdade das mulheres e sua igualdade perante a lei”.

Ayaan se considera inserida em uma pequena parcela de mulheres que resolveram se opor às normas e preceitos de suas famílias muçulmanas e decidiram enfrentar os problemas. “Precisamos garantir que elas tenham ajuda”, disse referindo-se à sua própria tragetória.

Fonte: Gospel Mais